Secretário de saúde diz que PI está em período “extremamente crítico”da pandemia

O secretário de saúde do Piauí, Florentino Neto, afirmou, nesta terça-feira (3), que o estado vive um período ‘extremamente crítico’ na pandemia da Covid-19. A declaração foi feita após o boletim epidemiológico divulgado na noite de terça, onde foram confirmados 1.004 novos casos e 22 óbitos pela doença em 24 horas.

“É um período extremamente crítico, que nos preocupa muito, e com o agravante de que estamos em uma situação de alta exigência por leitos. O nível de ocupação dos leitos de UTI e leitos clínicos alto, alta mortalidade, recordes no número de casos identificados e, além disso, saber que mais de 20 estados brasileiros estão na mesma situação”, declarou.

Para o gestor, a situação grave é uniforme em quase todo o país. “É um fator preocupante que eleva o aspecto crítico que estamos vivendo”, disse Florentino Neto.

Leitos hospitalares

O secretário informou que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) está aumentando os leitos hospitalares. Na terça, foram anunciados novos leitos no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), em Teresina.

Contudo, Florentino afirmou que a capacidade de ampliação é limitada. “Temos caminhões levando mais três leitos para Piripiri e mais cinco leitos para Parnaíba, onde, depois, vamos aumentar mais cinco, além destes”, disse.

A previsão é que, em breve, outros dois leitos sejam instalados em Piripiri, que chegou a 100% da taxa de ocupação na terça. Em articulação com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, a Sesapi vai implantar outros cinco leitos no HU-UFPI.

Retorno das atividades prejudicou

Florentino pontuou que o retorno das atividades econômicas e das cirurgias eletivas contribuíram para o sobrecarregamento das unidades de saúde.

“A demanda dos hospitais ano passado, quando todas as atividades estavam paradas, era muito menor e praticamente todas as UTIs eram voltadas para a Covid-19. Com todas as atividades em funcionamento, aumenta o número de acidentes e a exigência pelos serviços de urgência e emergência”, explicou.

Com relação às cirurgias eletivas, o secretário afirmou que pessoas passaram um ano esperando por procedimentos, que foram suspensos ano passado, e têm o direito a essas cirurgias, porque o problema de saúde pode piorar.

“No início da pandemia, nossos hospitais ficaram quase que integralmente voltados ao tratamento da Covid-19. Neste momento, com todas as atividades em funcionamento, sentimos essa dificuldade, com o aumento de acidentes e traumas”, disse Florentino Neto.

Novas medidas restritivas

Ainda nesta quarta, o Comitê de Operações Emergenciais (COE) Covid-19, do qual o secretário é membro, se reunirá para discutir possíveis novas medidas para tentar conter o avanço do novo coronavírus.

Atualmente, está em vigor o decreto estadual publicado no dia 23 de fevereiro, com determinações em vigor até esta quinta-feira (4).