Manifestantes invadem área do Congresso

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entraram na Esplanada dos Ministérios na tarde deste domingo (8) e invadiram uma área do Congresso Nacional para pedir a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intervenção militar e Bolsonaro de volta ao poder. Pouco antes das 15h, a Polícia Militar lançou bombas de efeito moral contra os integrantes do ato.

O confronto começou quando um grupo centenas de manifestantes, vindo do Quartel-General do Exército, chegou à Esplanada e se concentrou em frente ao

Ministério da Justiça e uma parte invadiu a parte superior do Congresso.

Após a invasão, os manifestantes avançaram para a Praça dos Três Poderes, onde houve confronto.

Em reação às bombas, manifestantes soltaram fogos de artifício.

O governo Lula prometia desmobilizar os acampamentos montados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília.

O governo prometeu endurecer a ação contra extremistas. O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o uso da Força Nacional para o local das manifestações, na capital federal. O ministro da Defesa, José Múcio, também assumiu a atuação e inspecionou pessoalmente os lugares onde estão os apoiadores de Bolsonaro. A inteligência do governo identificou ainda no sábado, 7, a chegada de mais de 100 ônibus para os atos, o que acendeu o alerta da área de segurança.

Faixas com as inscrições “Lula na cadeia”, “intervenção militar”, “supremo é o povo” e “Bolsonaro presidente” foram erguidas no meio da manifestação. A convocação foi feita por grupos de apoiadores do ex-presidente. O discurso é ir em frente ao Congresso Nacional para esperar alguma ação das Forças Armadas contra o governo Lula, medida que contraria a Constituição, mesmo que não haja nenhum indício por parte dos militares de que isso vá ocorrer.

Mais cedo, o ministro da Justiça afirmou esperar que a polícia não precise atuar e destacou que a “tomada de poder” só poderá ocorrer em 2026, com uma nova eleição presidencial. Houve apelo nos grupos de apoiadores de Bolsonaro para que as pessoas não se intimidem e mantenham a manifestação, que não tem hora nem data para terminar.