
A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta terça-feira (11), um homem suspeito de envolvimento em um esquema de estelionato conhecido como “golpe do falso advogado”, durante a Operação “Alvará Fantasma”, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina com apoio das polícias dos estados do Mato Grosso do Sul e Piauí.
A prisão ocorreu no município de Geminiano, em uma ação coordenada pelo delegado Marcelo Barreto, titular da Delegacia de Polícia Civil de Jaicós. Dois endereços foram alvos das ações policiais — um em Jaicós, ligado à namorada do investigado, e outro em Geminiano, onde o suspeito foi localizado e preso.

De acordo com o delegado Marcelo Barreto, o suspeito se apresentou como pintor, mas possuía múltiplas contas bancárias utilizadas nas transações financeiras relacionadas ao golpe.
“Ele tinha várias contas que movimentavam esses valores, valores expressivos. Foi interrogado para esclarecer se tinha uma participação direta no golpe ou se apenas emprestava as contas — o que, de todo modo, não retira a responsabilidade criminal. Ele listou nove contas, mas a quebra de sigilo bancário aponta cerca de 16 contas abertas, muitas delas pela internet, pelo próprio celular”, explicou o delegado.
A investigação, iniciada em junho deste ano pela Delegacia de Combate a Estelionatos de Florianópolis (SC), revelou que o grupo criminoso atuava a partir de Nova Andradina (MS) e já havia feito vítimas em Santa Catarina, causando prejuízos superiores a R$ 170 mil. Em um dos casos, uma vítima perdeu cerca de R$ 100 mil.
No golpe, os criminosos se passam por advogados em aplicativos de mensagens, utilizando nomes reais e registros da OAB, além de documentos falsificados com timbres do Judiciário, para convencer as vítimas a realizarem pagamentos de supostas custas processuais e alvarás judiciais.
Durante a operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 7 mandados de prisão temporária em cidades do Mato Grosso do Sul — Nova Andradina, Dourados, Campo Grande e Três Lagoas — e um mandado no Piauí, resultando na prisão em Geminiano.
Foram apreendidos celulares utilizados nas fraudes e outros aparelhos que servirão de prova para aprofundar as investigações.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 300 mil em cada uma das 63 contas bancárias vinculadas aos investigados.
Os sete detidos responderão por fraude eletrônica e associação criminosa.
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