
192 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida serão construídos, em três condomínios residenciais, para famílias de baixa renda no bairro Angelim, na Zona Sul de Teresina. A iniciativa é da Caixa Econômica Federal em parceria com uma construtora da capital. Ao todo, mais de R$ 32,7 milhões serão investidos.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11) durante o Fórum Norte-Nordeste da Indústria de Construção, em Teresina. O evento deve anunciar investimentos em habitação e infraestrutura, mudanças no financiamento do MCMV e nas regras do FGTS.
Segundo o diretor do FNNIC, André Baía, as casas serão destinadas às famílias da Faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, com rendimento mensal de R$ 2.850. Essa faixa do programa usa recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) para atender à população mais vulnerável.
“São habitações de interesse social, feitas por uma construtora tradicional, para atender a essa faixa [do programa] formada por pessoas mais pobres”, explicou o diretor do fórum.
Orçamento para quase 3 mil unidades
O superintendente da Caixa no Piauí, Elizomar Guimarães, afirmou que Teresina é a cidade do país com o maior número de propostas de empreendimentos do MCMV para 2026, com 14 mil unidades inscritas.
No entanto, o orçamento disponibilizado para o programa cobre somente 2.855 unidades, e os projetos voltados para Teresina precisam ser aprovados pelo governo federal.
“Acredito que na semana que vem vamos enviar outros 13 projetos para serem analisados pelo Ministério das Cidades e tentar contratar até o fim do ano para buscar mais recursos”, disse o superintendente.
Presente no evento, o ministro de Desenvolvimento e Assistência Social Wellington Dias (PT) destacou que o direito à habitação é ampliado graças a investimentos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que pretende injetar R$ 1,3 trilhão em vários setores da economia até 2026.
“Esse tipo de recurso público permite que os mais pobres recebam as chaves de sua casa ou apartamento, enquanto a classe média consegue descontos em um momento em que as taxas de juros estão muito altas”, avaliou o ministro.
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