
Na manhã desta sexta-feira (09), familiares e amigos de Antônio da Silva, conhecido como Antônio Cachôpa, realizaram uma manifestação silenciosa em frente à oficina onde o idoso foi assassinado no último domingo (04). O ato teve como objetivo protestar contra a liberdade concedida ao principal suspeito do crime, que havia sido preso preventivamente pela Polícia Civil, mas foi solto após audiência de custódia.
Durante a mobilização, Janildo Araújo, filho da vítima, destacou a indignação da família diante da decisão judicial.

“Resolvemos mobilizar nossos familiares e amigos para fazer um protesto silencioso, para saber da justiça o porquê da soltura desse elemento. A polícia civil conseguiu lograr êxito na captura dele e não entendemos o motivo da rápida soltura. Essa indignação nossa precisa alcançar o máximo de pessoas possíveis, porque o único sentimento que queremos é justiça”, afirmou.
Janildo também ressaltou que a família não recebeu explicações claras sobre a decisão.
“Acredito que tenha sido por falta da arma do crime, que pode ter sido jogada no rio próximo daqui. Mas confio que a polícia não prendeu esse elemento em vão, ela tinha evidências cabíveis. Receber essa notícia de soltura é como se matassem nosso pai novamente”, desabafou.
Já Julho Araújo, também filho de Antônio, reforçou o sentimento de revolta.
“Essa manifestação foi para mostrar nossa indignação diante da decisão do Judiciário. A polícia fez seu trabalho, apontou os indícios, e o suspeito foi preso. Ontem fomos pegos de surpresa quando soubemos que o juiz concedeu o alvará de soltura alegando falta de evidências concretas. Não sei que tipo de evidência ainda esperam, mas confio que a prisão dele vai acontecer”, disse.
Julho alertou ainda para os riscos que a liberdade do suspeito pode trazer às investigações.
“Imaginávamos que ele ficaria preso até a conclusão do inquérito, para não atrapalhar o trabalho da polícia. Ele convive com uma das principais testemunhas e pode ameaçá-la. Qualquer coisa que aconteça com essa pessoa será responsabilidade do juiz que concedeu a soltura”, afirmou.
Entenda o crime
Antônio da Silva, de 75 anos, conhecido popularmente como Antônio Cachopa, foi encontrado morto na tarde de domingo (04), dentro da própria oficina de lanternagem. O corpo apresentava diversas marcas de agressões no rosto, indicando que o idoso foi violentamente atacado.
Segundo familiares, a oficina já havia sido alvo de furtos em outras ocasiões, o que levou Antônio a permanecer mais tempo no local como forma de vigilância. A principal suspeita é de que o autor tenha entrado com intenção de roubo e, ao se deparar com a vítima, houve um desentendimento que terminou em homicídio.
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