Foto: Reprodução

Alefi Oliveira (vítima)
A Justiça do Piauí decidiu pronunciar Breno Ronaldy Rodrigues Guimarães para que seja julgado pelo Tribunal do Júri Popular por homicídio qualificado contra Alefi Oliveria de Lima, em junho de 2025. Na época, a polícia também indiciou Sabrina Grazielle Pereira, mas ela foi impronunciada e não será julgada. As investigações apontaram que Breno executou o ex-namorado de Sabrina, com quem tinha um relacionamento. Ela era apontada como mentora do crime.
Na decisão, a juíza 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, Maria Zilnar Coutinho Leal, entendeu que existem provas e indícios suficientes para que Breno vá a júri popular.
“As declarações prestadas pelas testemunhas e pelo próprio acusado constituem indícios de que Breno Ronaldy Rodrigues Guimarães, logo após ter ateado fogo na motocicleta da vítima, retornou ao local portando arma de fogo de fabricação caseira e efetuou disparo contra a vítima no momento em que esta tentava adentrar em sua residência. Deste modo, cabe ao Conselho de Sentença analisar se estas circunstâncias “, disse a juíza em decisão do dia 13 de março.
Na mesma decisão, a juíza impronunciou Sabrina Grazielle entendendo que não há provas suficientes para levá-la a júri popular. Ela era acusada de instigar a realização do crime do namorado contra o ex. Caso não haja recurso, o processo contra ela será arquivado.
“Nenhuma das testemunhas ouvidas em juízo apontaram a referida acusada como partícipe do fato na modalidade de auxílio moral ou instigação da prática dos crimes praticados em face de Alefi Oliveira de Lima. Assim, considerando que a pronúncia exige indícios mínimos de autoria, entendo que o conjunto probatório não logrou demonstrar a autoria atribuída à referida acusada”, afirmou a juíza.
Breno Ronaldy seguirá preso no sistema penitenciário do Piauí.
O crime
Em denúncia feita pelo Ministério Público no dia 12 de agosto do ano passado, Breno confessou a autoria do crime e que teria incendiado a motocicleta da vítima. A investigação apontou que o crime foi motivado pelo relacionamento conturbado existente entre a vítima e a acusada Sabrina Grazielle.
Na época, a polícia entendeu que o crime teria ocorrido após incitação de Sabrina, com intuito inicial de apenas “dar um susto” na vítima. Conforme as investigações, Sabrina teria se revoltado ao descobrir que Alefi, com quem já não mantinha relacionamento, estava envolvido com outra mulher. Segundo a polícia, Sabrina teria pedido ao atual companheiro, Breno Ronaldy, que “desse um susto” no ex-namorado.
Um dia antes do crime, a acusada viu o ex com outra mulher e enviou mensagens de áudio à vítima, por meio do aplicativo WhatsApp, proferindo ameaças claras, inclusive dizendo que “iria botar fogo” nele e em sua casa, o que se concretizou na dinâmica do delito.
O crime acabou acontecendo na madrugada do dia 21 de julho, a motocicleta da vítima foi incendiada em frente à residência onde ele morava, no bairro Frei Damião. Ao sair para verificar o ocorrido, Alefi foi surpreendido e atingido com um tiro no peito, que, segundo a polícia, foi disparado por Breno Ronaldy.
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