Anvisa: lote da água Crystal é recolhido devido a bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quarta-feira (3) o recolhimento de um lote da água mineral natural sem gás da marca Crystal após identificação de uma bactéria. Segundo o órgão, o produto está sendo retirado de forma imediata e voluntária do mercado pela empresa responsável.

Uma resolução publicada pela agência no Diário Oficial da União (DOU) também determina a suspensão da venda, distribuição e do uso do lote.

O recolhimento voluntário ocorre após um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF) para análise de alimentos.

O lote em questão, LZ1 VAL200127 3 P 200126, foi fabricado em 20 de janeiro pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e reúne 374,4 mil garrafas de 500 ml. De acordo com a Anvisa, 230.443 unidades foram distribuídas no DF, 75.750 no interior de São Paulo, 66.768 em Goiás e 1.439 no Tocantins.

“Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento”, detalhou.

A agência também afirmou que o resultado do teste de contraprova “confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. “Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.”

O que fazer se você tem o produto?

A Anvisa orienta que consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL 200127, com data de validade até 20 de janeiro de 2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso.”

O órgão informou que, segundo a empresa, “cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”.

Fiscalização da Anvisa

Conforme a Anvisa, a empresa responsável protocolou documentos junto à agência para demonstrar que abriu investigação interna “para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas”.

“Representantes da empresa se reuniram com a agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente”, disse.

De acordo com a Anvisa, as informações disponíveis até o momento, como laudo fiscal e evidências apresentadas, “indicam ocorrência restrita ao lote informado”.

O que diz a fabricante do lote

Em nota, a Mineração Bom Jesus, responsável pela produção do lote em Luziânia, afirmou que “está finalizando o recolhimento preventivo e voluntário” do lote em que houve identificação de bactéria.

A empresa disse que, desde a notificação feita à Anvisa, “foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação”. “Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado.”

“A unidade fabril permanece operando normalmente e cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de qualidade e segurança, com processos certificados, monitoramento contínuo e total conformidade com a legislação vigente”, acrescentou. A Mineração Bom Jesus também divulgou municípios em que o produto foi distribuído e vendido.

Leia nota na íntegra:

“A Mineração Bom Jesus (MBJ) informa que está finalizando o recolhimento preventivo e voluntário de um lote específico da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás.

O lote, envasado em janeiro, possui distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP). Durante ação de fiscalização da Vigilância Sanitária, em março, em um ponto de venda específico localizado no Distrito Federal, foi identificada a presença de Pseudomonas aeruginosa em uma amostra coletada. Desde a notificação, foram realizadas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas com resultados negativos para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação. Considerando o alto giro do produto nos pontos de venda, não há indicação de que esse lote ainda esteja disponível no mercado.

Reforçamos nosso compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes.

Os consumidores podem manter a confiança no consumo dos produtos da marca, enquanto a empresa avança nas avaliações necessárias para o completo esclarecimento do caso junto aos órgãos reguladores. Reiteramos, por fim, que a marca Crystal é produzida a partir de diferentes fontes de água mineral em todo o território nacional, de acordo com o engarrafador responsável em cada região, todas devidamente licenciadas e fiscalizadas pelos órgãos competentes.

Ressaltamos que esta medida se refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal. A unidade fabril permanece operando normalmente e cumprindo rigorosamente os mais elevados padrões de qualidade e segurança, com processos certificados, monitoramento contínuo e total conformidade com a legislação vigente.

Orientação aos consumidores

Consumidores que eventualmente possuam unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso.”