
Um pai, de 34 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (23), em Teresina, suspeito de estuprar a própria filha, que tinha 10 anos quando os abusos teriam começado, em dezembro do ano passado. Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram dentro da residência da família e, em algumas ocasiões, teriam sido praticados na presença da irmã da vítima, também filha do suspeito, que tinha entre 4 e 5 anos na época.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após a Justiça decretar a prisão preventiva do suspeito. Conforme o delegado Tales Gomes, a investigação começou depois que informações sobre os abusos chegaram à polícia por meio da escola da criança e do Conselho Tutelar.
A defesa do suspeito não foi localizada para comentar a prisão. O espaço permanece aberto para manifestação.
Abusos teriam começado em dezembro
Segundo o delegado, a vítima, atualmente com 11 anos, inicialmente relatou a ocorrência de atos libidinosos praticados pelo pai. Os primeiros episódios teriam ocorrido em dezembro de 2025 e se intensificado a partir de fevereiro deste ano.
“A garota de 11 anos relatou, primeiramente, atos libidinosos praticados pelo pai, isso em dezembro do ano passado. E, no transcorrer deste ano, a jovem relatou o fato para a mãe”, explicou.
De acordo com a investigação, após tomar conhecimento dos abusos, a mãe chegou a confrontar o pai da criança. Ainda segundo o relato apresentado à polícia, o homem teria afirmado que não voltaria a praticar os atos. E naquele momento, a mãe não procurou a polícia.
O delegado Tales informou que, depois dessa conversa, os abusos teriam se intensificado, culminando em episódios de conjunção carnal.
“O pai disse que, a partir daquele momento, não praticaria mais os atos que estariam sendo alegados. Teoricamente, ele confessou o fato para a mãe, isso relato da criança de 11 anos. Mas aí os fatos se intensificaram, culminando com a conjunção carnal, conforme os relatos do procedimento”, afirmou o delegado.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Tales Gomes afirmou que a mãe tinha conhecimento dos abusos antes de o caso chegar às autoridades, mas não procurou a polícia. O caso foi comunicado posteriormente pelo Conselho Tutelar e pela escola da vítima.
“Ela poderia ter agido de uma forma diferente, a partir do momento que ela tomou conhecimento e confrontou o pai. Porque o pai, conforme o relato da criança, teria dito que não ia praticar mais os atos, só que os atos fizeram foi se intensificar”, declarou.
O delegado acrescentou que, na avaliação apresentada durante a investigação, a mãe deveria ter adotado uma postura mais efetiva de proteção da filha após tomar conhecimento dos fatos.
“Não procurou a polícia. Teve essa conversa, em que ele teria dito que não praticaria mais os atos que estavam sendo alegados. O fato chegou ao conhecimento da polícia por meio do Conselho Tutelar e também da escola”, disse.
Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Estupros teriam ocorrido na presença da irmã
Ainda conforme a Polícia Civil, a família morava na mesma residência e os abusos teriam ocorrido, em determinadas ocasiões, na presença da irmã mais nova da vítima.
“Na casa moravam o pai, a mãe, a criança — que na época que se iniciaram os fatos tinha 10 anos — e a irmã dela, de 4 ou 5 anos. Na presença dela, teoricamente, conforme a narrativa do procedimento, estariam ocorrendo esses abusos sexuais”, afirmou.
A polícia também investiga se a filha mais nova teria sido vítima de abuso sexual. Essa possibilidade ainda não foi confirmada.
“Essa parte ainda está em apuração para fazer oitivas e também submeter a criança a exame de corpo de delito”, informou o delegado.
Após a polícia tomar conhecimento do caso e iniciar as diligências, o suspeito deixou Teresina e foi morar em outra cidade, no Maranhão. As investigações conseguiram identificar o local onde o suspeito estava. Nesta quarta-feira (23) o suspeito compareceu à sede da DPCA para prestar depoimento, porém já havia um mandado de prisão que foi cumprido na hora.
“As investigações continuaram, culminando com a decretação da prisão preventiva. A polícia fez levantamentos do local que ele estava, fez algumas diligências e aí ele foi preso hoje aqui na sede da delegacia”, disse.
Ameaças
Ainda segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que o pai fazia ameaças relacionadas à continuidade dos abusos.
“As ameaças eram no sentido de que ele só ia parar de cometer aqueles atos quando engravidasse a criança. Coisas assim que a gente só acredita porque está vendo no procedimento”, afirmou o delegado.
A investigação aponta que os abusos começaram em dezembro do ano passado, quando a vítima tinha 10 anos, e teriam se intensificado nos meses seguintes. O caso continua sendo investigado pela DPCA.
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