
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, publicou, em parceria com o ministro de Assuntos Exteriores, União Europeia e Cooperação da Espanha, José Manuel Albares, artigo no jornal espanhol elDiario.es sobre os desafios globais para a superação da fome e da pobreza e o cumprimento da Agenda 2030.
Intitulado “A Aliança Global e o caminho para alcançar a Agenda 2030”, o artigo destaca a atuação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza como instrumento de articulação entre países, organismos internacionais e instituições para ampliar políticas públicas que já apresentam resultados no enfrentamento das desigualdades.
Wellington Dias e José Manuel Albares ressaltam que restam apenas quatro anos para o prazo estabelecido pela Agenda 2030 e defendem a ampliação dos investimentos em políticas sociais, alimentação escolar, apoio a pequenos produtores, inclusão econômica e ações de adaptação às mudanças climáticas.
Os ministros citam dados das Nações Unidas segundo os quais apenas 36% das 139 metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com dados disponíveis estão no caminho adequado ou apresentam avanços moderados. Ao mesmo tempo, destacam que o número de pessoas atingidas pela fome no mundo caiu de 733 milhões, em 2023, para 645 milhões, em 2025, segundo a FAO.
O artigo também apresenta os avanços da Aliança Global, lançada durante a presidência brasileira do G20, em 2024. Atualmente, a iniciativa apoia programas nacionais de grande escala em 19 países, em diferentes fases de preparação e implementação.
Brasil e Espanha exercem papel de liderança na Aliança e, durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, reuniram governos e parceiros para discutir formas de acelerar o enfrentamento à fome e à pobreza até 2030.
No artigo, Wellington Dias e Albares defendem que os resultados dos próximos anos dependerão da capacidade de transformar compromissos internacionais em políticas concretas e ampliar os mecanismos de financiamento e cooperação.
“Os próximos quatro anos serão decisivos”, afirmam os ministros, ao defenderem uma mobilização internacional capaz de acelerar os resultados no combate à fome e à pobreza.
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