Piauí registra avanço no IDH e reduz diferença para média nacional

O Piauí registrou aumento no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre 2012 e 2024, segundo dados do Radar IDHM divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O estado saiu de 0,680 em 2012 para 0,764 em 2024, crescimento de 12,3% no período. Além do avanço no índice geral, o estado é o segundo melhor no percentual de crianças entre 5 e 6 anos na escola no país, com taxa de 99,69% em 2024, perde apenas para Minas Gerais com 99,76.

Foto: PNDU/ONU

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Apesar de permanecer abaixo da média nacional, que passou de 0,744 para 0,805 no mesmo intervalo, o Piauí reduziu a diferença em indicadores ligados à educação, renda e longevidade. O índice considera uma escala de 0 a 1 e classifica os territórios em faixas de desenvolvimento humano. Em 2024, o Brasil entrou pela primeira vez na categoria de desenvolvimento “muito alto”, acima de 0,800.

Foto: PNDU/ONU

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IDHM Educacional

Os dados mostram que a educação foi o componente com maior crescimento no estado. O IDHM Educação do Piauí saiu de 0,590 em 2012 para 0,742 em 2024. A média brasileira passou de 0,679 para 0,798 no mesmo período.

Os indicadores educacionais mostram aumento do acesso escolar entre crianças de 5 a 6 anos. Em 2024, o percentual no Piauí chegou a 99,69%, acima da média nacional de 97,84%. Entre mulheres negras, o índice ficou em 98,52%.

Outro indicador analisado pelo levantamento é o percentual da população que concluiu o ensino fundamental. Entre mulheres piauienses de 11 a 13 anos, o índice chegou a 96,53%. Na faixa de 15 a 17 anos, alcançou 76,97%. Entre pessoas com 18 anos ou mais, o percentual ficou em 59,66%.

Na renda, o Piauí saiu de 0,635 em 2012 para 0,695 em 2024. Os dados de renda domiciliar per capita mostram média de R$ 603,17 no estado em 2024. Entre pessoas brancas, o valor foi de R$ 791,56. Entre negros, ficou em R$ 555,32.

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No ranking do Nordeste, o Piauí aparece com a quinta maior renda domiciliar per capita da região, superando estados como Ceará, Maranhão, Bahia e Alagoas. Os dados do painel mostram que o estado ficou à frente da Bahia, com R$ 600,10, do Ceará, com R$ 588,82, de Alagoas, com R$ 588,82, e do Maranhão, com R$ 521,64. Entre os estados nordestinos, o maior rendimento foi registrado na Paraíba, com R$ 609,05.

O componente de longevidade apresentou os maiores índices no estado. O IDHM Longevidade passou de 0,841 em 2012 para 0,866 em 2024. A média brasileira em 2024 foi de 0,860.

Região metropolitana de Teresina

A pesquisa também mostra os dados da Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina. Em 2012, a região tinha IDHM de 0,719. Em 2024, o índice passou para 0,809, acima da média estadual e dentro da faixa de desenvolvimento humano muito alto.

Os dados do Radar IDHM foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foto: PNDU/ONU

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