
A Polícia Civil do Piauí investiga a morte de 32 animais em Parnaíba. Quatro delas foram registradas após uma ação que resultou na prisão de um comerciante no dia 29 de abril, suspeito de envenenar animais em diferentes pontos da cidade.
Segundo o delegado Rafael Pinheiro, responsável pelas investigações, as mortes mais recentes ocorreram próximo à prefeitura da cidade e na praça do IPASE, no bairro Boa Esperança.
O local fica próximo de onde foram registradas as outras 28 mortes, que deram origem à investigação.
“Alguns casos de maus-tratos ainda têm acontecido, a exemplo da madrugada de quarta-feira (29), quando um gato foi envenenado. Ontem tomamos conhecimento do fato, fomos até o local, recolhemos o corpo e enviamos à perícia para identificar o tipo de veneno. Já temos uma investigação em relação à autoria”, detalhou.
Lavrador preso suspeito de matar cadela a pauladas
Um lavrador de 58 anos, identificado como Francisco José, foi preso em flagrante no sábado (02), suspeito de matar uma cadela a pauladas no povoado Salgado, em Luís Correia. A denúncia foi feita por um popular, que encaminhou à PM vídeos do animal morto e do autor ao lado.
Segundo a Polícia, o suspeito informou que ganhou a cadela há cerca de três meses e que, no dia do crime, o animal teria corrido atrás de uma criação de bodes da propriedade em que ele mora. Ele afirma que, devido à raiva e ao uso de bebida alcoólica, golpeou o animal com pauladas. A cadela também chegou a ser amarrada.
O corpo do animal e o instrumento utilizado no crime não foram encontrados. Francisco foi preso em flagrante, e o delegado Renato Pinheiro representou pela prisão preventiva.
Fotos: Felipe Cruz / TV Cidade Verde
Relembre a operação
Um comerciante foi preso durante uma operação realizada em Parnaíba. A suspeita é de que ele esteja envolvido no envenenamento de 28 animais ocorrido em diferentes pontos da cidade em abril deste ano.
No comércio do qual ele era dono, a Polícia Civil do Piauí apreendeu 48 invólucros de carbofurano líquido, com 9 ml cada, substância altamente tóxica, proibida no Brasil e conhecida popularmente como “chumbinho”. Os animais, entre cães, gatos e aves, foram encontrados mortos em três pontos da cidade.
A investigação identificou a origem do veneno utilizado nos crimes e conseguiu localizar o ponto de distribuição do material. O preso seria o principal distribuidor de veneno no município.
A Polícia segue com as investigações para identificar os possíveis autores do crime e a motivação. Na primeira fase, a ideia era provocar o sufocamento logístico e interromper a comercialização.
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