Suspeito de matar sargento da PM no litoral do Piauí é preso após se entregar à polícia

Lucas da Silva Oliveira, apontado como o principal responsável pelo assassinato do sargento José Arnóbio Cardoso, da Inteligência da Polícia Militar do Litoral do Piauí, foi preso na madrugada deste domingo (16), após cerca de 48 horas de diligencias realizadas pelas forças de segurança da região. O crime aconteceu na sexta-feira (14).

Segundo o coronel Erisvaldo Viana, comandante de Policiamento do Meio Norte, as equipes realizaram um intenso cerco nas áreas onde havia informações sobre a atuação de uma determinada facção criminosa. O suspeito acabou se entregando por volta das 2h30 do domingo (16).

O comandante explicou que não houve uma negociação formal entre Lucas e as forças de segurança. Conforme explicou o coronel Erisvaldo, o advogado do suspeito entrou em contato manifestando a intenção de entregá-lo. Lucas, entretanto, não queria se apresentar diretamente à Polícia Militar.

Os delegados Abimael Silva e Ayslan Magalhães foram, então, acionados, e acompanharam a apresentação de Lucas. Antes de ser encaminhado à delegacia, o suspeito teria indicado o local onde supostamente havia deixado a arma usada no crime. As equipes realizaram buscas por cerca de duas horas em uma área de mangue, mas a arma não foi encontrada.

Sargento foi morto durante abordagem ao suspeito

A operação que terminou na morte do sargento Arnóbio teve início na sexta-feira (14), após diligências em um local de venda de entorpecentes em Parnaíba. Segundo o coronel Erisvaldo Viana, uma equipe foi deslocada até a casa e apreendeu ao menos 18kg de drogas como cocaína, maconha e crack.

“Quatro PMs foram até lá e abordaram o indivíduo. Como ele não tinha mandado em aberto, por procedimento, os policiais resolveram sair do local. Três ficaram por perto observando a movimentação e o sargento Arnóbio saiu de viatura. Foi neste momento que o Lucas saiu da casa numa moto com a esposa e o filho, e foi interceptado pelo sargento”, relatou o coronel Erisvaldo.

O comandante reconhece que foi um erro o sargento ter abordado Lucas sozinho sem qualquer cobertura por parte dos colegas policiais. “Ele jamais deveria ter feito aquela abordagem só, porque os companheiros dele estavam em uma residência a 500 metros do local. No máximo, dele deveria ter feito um acompanhamento tático para saber aonde este traficante ia. Ele infelizmente pagou com a vida pelo erro que cometeu”, comentou.

Após o homicídio, policiais militares, equipes do BOPE e do BEPI foram mobilizados para localizar o suspeito. De acordo com o major Galeno, comandante do 27º BPM, durante as ações houve prisões e confrontos, que resultaram inclusive na morte de três suspeitos. Eles teriam reagido a uma abordagem da PM e atirado contra a guarnição.

Foi quando o advogado de Lucas entrou em contato com a Polícia Militar informando que ele queria se entregar, mas que não o faria diretamente à PM. “Ele pediu a presença da Polícia Civil, por isso contatamos os delegados Abimael e Ayslan, que acompanharam a rendição. Ele se apresentou conforme havia dito e foi autuado”, conclui o major.

Lucas da Silva Oliveira passou por audiência de custódia neste domingo (16) e teve sua prisão preventiva decretada. Ele já tinha um histórico criminal por homicídio e tráfico de drogas. Lucas permanece à disposição da Justiça.